Crônicas DBOF: Son Goku

 

Son Goku Dragonball Evolution

Por: M. Barreto

          Quando Justin Chatwin foi escolhido para viver o Sayajin mais conhecido do mundo, muitos torceram o nariz por diversos motivos: cabelos, cor dos olhos, sua pouca experiência cinematográfica e seu físico pouco trabalhado. Porém, aqueles que observaram com atenção puderam perceber um potencial naquele jovem ator que vai além do comum. Justin possui uma fisionomia idêntica ao do herói, principalmente o Goku de 18 anos que ele vai representar, além de ter uma cara de tapado que só não é maior do que a de Michael “Ben” Emerson de LOST, o que o faz parecer ainda mais com o nosso querido macaquinho. Passando por seu treinamento na 87eleven e por um condicionamento físico, Chatwin agora exibe um físico um pouco mais apropriado a seu personagem. E ao que parece o seu estilo de luta será uma combinação de diversas técnicas de artes marciais, em especial o karatê e a capoeira.

         No intuito de simplificar o início de sua saga, Goku aparecerá com 18 anos freqüentado uma escola. Talvez seja o segundo ponto mais criticado de todo o filme até agora. Entretanto, pense bem, queremos ver realmente o início da estória do futuro patriarca da família Son igual ao que nosso mestre Akira Toriyama escreveu? No qual uma criança de 12 anos vive numa montanha sozinha e consegue bater em adultos e até em monstros. Tal qual a semelhança de Goku e Superman (ambos alienígenas, “últimos” filhos de seu planeta que chegam a Terra e se tornam seu maior defensor) criada para Dragon Ball, talvez não seja tão louco assim colocar Clark e Goku com versões adolescentes parecidas, embora no caso, Goku não vai tentar esconder sua força mas também, com toda a razão, não vai querer se mostrar “mais diferente do que ele já é”, afinal, o colegial é assim.

          Outro ponto de discórdia foi em relação ao uniforme de Goku, ou melhor, uniformes. Talvez por ignorância, muitos fãs ficaram decepcionados com o uniforme azul utilizado pelo ator, mas o que eles não sabem é que Goku usava um kimono azul antes de vestir o uniforme vermelho de Mestre Kame. Alias, o uniforme vermelho-alaranjado também foi alvo de críticas, pois não se apresenta totalmente fiel ao original, por possuir a calça azul-escura.

         Mas para alguns, questões muito importantes ainda não haviam sido resolvidas, como os cabelos de Justin nas primeiras fotos não oficiais não se parecerem nem um pouco com o de Goku. Mas, seria possível reproduzir o estranho cabelo de Goku no cinema? Bem que eles tentaram! Os cabelos de JC estão muito parecidos com o do filho de Bardock, com os seus famosos três pra lá e dois pra cá.

          Contudo, o cabelo é realmente tão importante? Tentar recriar por completo a imagem de Goku em Justin Chatwin seria realmente mais importante do que ver sua atuação? Irei até mais longe, seria a fiel adaptação de qualquer personagem de HQ/manga  algo realmente mais importante do que sua caracterização psico-histórica? Não que os dois não possam coexistir, mas fica difícil fazer algo de qualidade quando a aparência é de algo infantil, tosco, não sério. De mesmo modo, o uso de roupas comuns seria um pecado tão grave? Mesmo que ele esteja na escola e vista roupas normais, não quer dizer que ele seja normal, mas apenas que não é ridículo a ponto de ir para escola de kimono!

          Com certeza, mesmo com as duras críticas que recebeu, Justin Chatwin mostrou desde o início que se superaria e faria de Son Goku o seu melhor e maior personagem. Ainda é cedo para afirmar como ficará o personagem, mas são no mínimo curiosas duas passagens que  podem nos mostrar o quanto ele tem se esforçado para recriar o Goku: Logo que se reiniciaram as filmagens no início do ano, alguém na multidão que cerca o set de filmagem chamou “Goku!” e Chatwin respondeu com toda a naturalidade “o que foi!”; a segunda, é que seus próprios companheiros do filme, sempre relatavam que ele não saía do personagem nos intervalos das filmagens e brincava com eles ainda como Goku.

         Bem, pelo que foi divulgado até agora, este “novo” Goku que nos é apresentado é bem coerente com seu mundo (ao que chamamos de coerência interna) e ao mundo real (coerência externa), mas não sabemos até onde ele é fiel ao original. O que nos resta é esperar por mais informações sobre a atuação de JC e de sua real caracterização para Dragonball, pois só assim teremos a verdadeira dimensão do desastre ou do sucesso.

 Agora descontraia um pouco lendo: E se Dragonball fosse americano?

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Ki, a energia da vida


Ki, Qi ou Chi tem muitos significados como respiração na China ou vapor que sai do arroz quando cozinha no Japão. Mas a tradução mais correta para nós ocidentais seria Energia Espiritual. O Ki faz parte de uma filosofia de vida milenar em países asiáticos sendo parte da medicina, das artes e do seu dia-a-dia.

Tai chi chuan ki

O Ki ficou mundialmente conhecido com a trilogia do anime Dragon Ball Z, na qual poderosos lutadores utilizavam essa “Energia Oculta” em batalhas de imensa proporção. Por curiosidade o nome do filho do protagonista era “Gohan” que quer dizer “arroz” em japonês. Também ganhou o mundo na grande tela com filmes como “O Tigre e o Dragão” sendo mostrado como  parte  dos ensinamentos de Wushu (numa entendimento livre, o Kung Fu Chinês).

Dragon ball goku e guerreiros z

A energia ki não é apenas das estórias, mas também está na história. Artes marciais como o Aikido, Qigong e o Tai Chi Chuan utilizam o conceito de Ki nos seus treinamentos para aperfeiçoar corpo, mente e espírito. O Aikido tem um exercício muito peculiar o braço que não pode ser dobrado, que consiste em resistir à dobra do braço por uma força externa utilizando a sua força interna. Uma pessoa não consegue manter o braço sem ser dobrado só com a força dos músculos, mas ao se concentrar o Ki naquela área, você poderá resistir à força externa. De mesmo modo, os mestres de Qigong conseguem manipular seus inimigos à distancia (qualquer semelhança com a Força do Cavaleiros Jedi não é mera coincidência) ou fazer o oponente desistir da luta após uma troca de reverencias antes da luta pela percepção da diferença de Ki (esse conceito da percepção do Ki foi muito utilizado em Dragonball).

Os Ninjas também utilizam essa forma de energia concatenando-a com as forças da Natureza para realizar feitos tidos como impossíveis, como aumentar rapidamente força, velocidade, resistência. O Ninjutsu, o conjunto de habilidades Ninja, é fortemente influenciado por essa filosofia até os dias de hoje.

Grandes mestres monges conseguem utilizar essa energia espiritual para curar a si próprios ou à outras pessoas, são capazes de gerar uma grande quantidade de força, muito maior ao que a da adrenalina, resistiriam ao calor e frio intensos e mesmo ficarem muito tempo sem se alimentar. Um exemplo da  ficção é o Ponzo Dhalsin em Street Fighter II Victory que utilizava essa energia em forma de Hadouko, um modo de sublimar a alma e o espírito criando o golpe Hadouken. No mundo real, podemos ver grandes mestres do Wushu como Huo Yuanjia, o co-fundador da Chin Woo Athletic Association que se tornou um invencível lutador de artes marciais no final do século XIX e início do século XX.

Para desenvolver seu Ki, há uma unanimidade nas grandes teorias, treine! Treine sua mente, corpo e espírito juntos, trabalhe a favor da Natureza, nunca contra ela, seja bom com o próximo, pois aprender a respeitar também faz parte de seu treino. E por último um antigo ditado Ninja: “O Forte não é aquele que vence aos outros, mas sim aquele que vence a si mesmo

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Crônicas DragonBall Evolution: O Filme

Dragon Ball Evolution logo

Por: M. Barreto

 

Primeiramente, devo informar que as informações aqui contidas advêm apenas de fatos concretos sobre o filme, sem a mescla de boatos infundados ou fanatismo.

 Dragonball: O Filme

Apresentar uma saga consagrada em outro formato, principalmente no cinema nunca é algo simples e fácil. O Senhor dos Anéis era considerado impossível de ser adaptado ao cinema, mas os campos verdes da Nova Zelândia se tornaram os campos verdes da Terra-média pelas mãos de  Peter Jackson. Então, por que não adaptar Dragonball para o cinema também? Entretanto, como levar DB ao cinema sem que parece uma história infantil?

Com um diretor desconhecido do grande público, mas com experiência em filmes que usam efeitos especiais e um orçamento de 100 milhões de dólares e atores muito dispostos a darem o melhor de si, começaram as filmagens de Dragonball The Movie. Ainda receberíamos as notícias de que a empresa responsável pelas lutas de Matrix e da Trilogia Bourne, a 87eleven, trabalhariam no filme, bem como a Hybride que produziu o show de efeitos visuais vistos em 300. E Brian Tyler, o homem por trás do revival da trilha sonora de Rambo 4 também trabalhará como compositor.

Animais antropomórficos falantes, dinossauros vivos, pessoas com três olhos ou sem nariz, deuses extraterrestres e todo o tipo de maluquices que Akira Toriyama criou não poderiam ser simplesmente deixadas de lado sem explicação, mas foram. O mundo incrível de Toriyama precisaria ser simplificado ao máximo para caber na tela grande. Mas a que preço?

O que fazer? Um mundo onde não existe EUA, Japão ou Brasil, como Toriyama havia feito, mas que precisa se torna tão real para nós o quanto possível, teria que nos fazer acreditar que aquilo existe e perceber que é um mundo de aventuras fantásticas e histórias incríveis, mas que é desconhecido para a população geral. Tarefa difícil e ingrata.

Roteirizar algo tão confuso e caótico, ao mesmo tempo brilhante e quase perfeito, não é tarefa para qualquer um. Se um bom roteiro foi produzido ou uma blasfêmia a Kami-samma, apenas em abril de 2009 saberemos. Todavia, podemos perceber pelo pouco que foi mostrado que a saga de Toriyama chegará ao cinema com uma roupagem nova, entretanto ainda contará com parte do conteúdo fantástico que caracteriza Dragon Ball.

Goku parece continuar ingênuo, Bulma ainda parece loucamente inteligente, Mestre Kame ainda parece um sábio pervertido e Piccolo ainda é mal. Embora o casting seja de ilustres desconhecidos, encabeçados pelo mestre Chow Yun-Fat e James Marsters está fazendo em o seu trabalho e promete seriedade tanto no trabalho quanto à trama. E falando de trama, numa era pós-Homem aranha, é inaceitável que um filme de super-herói/fantasia seja colorido e infantil, seriedade é obrigatório, o fracasso de Speed Racer confirma isso. Também não podemos nos ater apenas à trama e esquecer das lutas como aconteceu em 2003 com Hulk. Mas nesse quesito, pelo que foi apresentado, não haverá muitos problemas, já que as lutas parecem ser muito bem coreografadas e  executadas.

 E agora que adentramos na Era pós-Cavaleiro das Trevas, um filme sem boas adaptações está fora de cogitação. O original pode ser um incrível material de inspiração, mas não pode sobrepujar as regras e alternativas do mundo real, do cinema. Não contar origens funcionou com Coringa, será que funcionaria com Piccolo, por exemplo? Colocar cada personagem numa trama e não apenas Goku, poderia ser viável?

                Bom ou ruim, Dragon Ball O Filme está aí e logo será uma realidade plena com seus acertos e erros. Ainda é cedo para arriscar a dar palpites sobre a qualidade do filme, contudo, com certeza, Dragon Ball está dando mais um passo para reconquistar a liderança das sagas japonesas no mundo, se um passo para frente ou para trás, só saberemos em abril de 2009.

Atualizações: O orçamento real do filme foi de 25 milhões, apenas. Os erros que citei que o filme não deveria cometar foram os que ele acabou cometendo.

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Olá Mundo! Bem vindos ao Herói X

M. Barreto dono do Herói X em desenho

Desenho por: Denisson Bastos

Eu sou M. Barreto.

Sou Médico, Nerd, Otaku, Trekker, Jedi, blogueiro, aficcionado por matemática e física e um estudioso do comportamento humano. Acredito na existência de um herói em cada um de nós e gostaria de ajudar a despertar isso em você. Através desse espaço, quero inspirar as gerações vindouras a serem mais do que meramente coadjuvantes em sua existência, serem verdadeiros Heróis.

Quis custodiet ipsos custodes