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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap 3 pt 2

cristo dbof

Por: M. Barreto

Capítulo III: Quando o sol bater na janela do teu quarto… a aventura fantástica começará

Mauricio pegou a enorme mochila preta e começou a colocar roupas e acessórios diversos. Fez uma lista mental do que deveria levar. Não podia esquecer nada de importante. Olhou o relógio e eram 10:43. Deu uma desculpa qualquer para a mãe, dizendo que ficaria dias fora. Não podia contar a ela que iria salvar o mundo, porque ela não acreditaria. Nem mesmo ele acreditava ao certo.

Pegou seu pen-drive e copiou a pasta “esperança”, entretanto o vídeo de Denis não cabia. Optou por levar apenas os outros arquivos, porém transcreveu toda a mensagem  do amigo do futuro em um bloco de notas de papel. Colocou o HD portátil na mochila e esta nas costas. Se despediu da mãe e saiu rumo ao desconhecido.

Quando saiu de casa olhou novamente as horas. Eram 11:18. Estava planejando conforme as coisas iam acontecendo, mas já tinha uma boa noção do plano geral. Pegaria o trem para a Central do Brasil às 11:40, chegando lá sacaria todo o dinheiro que tivesse no banco. O início, até agora, do plano era esse.

Estava sentado no primeiro vagão do trem quando resolveu reler o que havia dito o Denis do futuro.

–        Então ta… –balbuciou. Temos que reunir os sete moderadores e depois ir até o Alagoas. Moleza –falou com um risinho sarcástico no rosto. Xiku e Adriana moram em Pernambuco. Pedro e Thiago são de São Paulo. Will e Danton são do Rio Grande do Sul -estava começando a falar alto demais e abaixou a voz. Vou primeiro para São Paulo e de lá para o Sul. Depois vamos todos para o Nordeste e de lá para o Alagoas. Dinheiro e tempo são problemas sérios –refletiu recostando-se no duro assento da condução. Como vou fazer isso tudo com 453 reais e em 10 dias. Porque não me mandaram essa notícia com antecedência –pensou em tom desesperançoso soltando um sorriso em seguida.

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Acostumado com a viagem, nem sentiu o tempo passar. Olhou o Cristo Redentor de longe e deu um pequeno aceno, na esperança que o verdadeiro olhasse por ele. Não que ele fosse do tipo religioso, mas naquela hora, toda a ajuda parecia bem vinda. Em uma hora de viagem estava na Estação Central do Brasil, olhando as horas em seus grandes relógios analógicos. Comeu nas pequenas lanchonetes da estação. Avistou uma agencia bancária e sacou todo o seu dinheiro. Esperava que alguém pudesse bancar as viagens de avião porque não seria possível cruzar o Brasil de ônibus em tão pouco tempo. Partiu para a Rodoviária e pegou o primeiro ônibus para São Paulo, certificando-se que passava pelo Estádio do Morumbi, pois Thiago HB morava perto de lá. A facada inicial do preço da passagem foi logo esquecida quando lembrou que estava ali para cumprir uma missão.

Viajou lendo um jornal. Como a viagem duraria cinco horas, ele não tinha muito que fazer além de ler e ouvir música. Pensar no que havia deixado e principalmente em quem havia deixado, seria doloroso e só pioraria a situação. Sabia disso e não pensar na família estava sendo fácil. O problema era não pensar nela, justo naquele momento.

Logo na capa do Jornal estava algo que muito lhe interessava. 23 mortes misteriosas no Alagoas. A notícia em si não acrescentava nada a mais do que o próprio título. Na página de esportes, viu que haveria um jogo entre São Paulo e Palmeiras no Morumbi. Lembrou que Pedro disse ontem que veria o jogo. Agora, o plano começava a tomar forma. Ligaria para Pedro e depois ficaria mais fácil achar o Thiago, juntos.

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Depois de três horas de viagem, o ônibus estacionou para uma pausa de 10 minutos. Mauricio verificou o celular de Pedro no seu arquivo em uma pequena lan-house. Ainda pensou em abrir o Gokut, mas estava com pressa e apenas viu o local onde Thiago estaria naquela tarde no arquivo do futuro. O ônibus partiu e ele novamente mergulhou em seus pensamentos. Precisava salvar o mundo e não fazia idéia de como.

 

Um homem está andando em um corredor escuro. Seus passos ecoam alto e sonoros a cada batida. Na parede à sua frente está uma pequena luz vermelha. Há uma porta e um scanner de retina do lado dessa luz. Ele põe o olho direito na direção de um scanner, a luz se torna verde e a porta se abre. A sala escura a sua frente vai se tornando clara conforme ele caminha. Computadores estavam por toda a parte. Um em especial era gigantesco. Ele parte em direção a este e ao mover o mouse uma tela de boas vindas surge. Olhou para a porta que ficara aberta, não havia o som de ninguém se aproximando pelo corredor. Suava bastante, mesmo que o local estivesse com o ar condicionado gelando o ambiente. O que ele foi fazer ali era muito importante e ninguém deveria lhe atrasar.

Uma senha é pedida pela máquina. Ele busca algo em sua carteira marrom e retira um pequeno papel com o código. Sentou na cadeira e esticou as pernas, espreguiçando em seguida. Após digitá-lo, uma nova tela aparece revelando o sistema operacional. Digitou um comando que o redirecionou a um programa nomeado de 3a letra. Ele foi até operação e digitou “Iniciar proteção máxima da informação”. Apertou “enter” e uma nova tela surgiu com os dizeres “Bem vindo ao Defcon 1”.

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Esboçou um largo sorriso de satisfação. Levantou-se da cadeira e saiu apressadamente da sala, com as luzes desligando atrás de si. Bateu a porta e assim lacrou novamente o lugar. Tudo estava saindo como devia e agora não havia mais volta. Ele seria a pessoa por trás do motor de todas aquelas mudanças. Ficou muito contente e saiu quase saltitando de felicidade pelo corredor escuro.

Continua…

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