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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap6 pt2

Por: M. Barreto

Capítulo VI: You could be mine

Dia anterior, no momento em que Willian e Adriana viraram a esquina que levava à saída do Aeroporto esbarraram em um homem que vinha naquela direção. Will fitou furiosamente e continuou seu caminho.

–        E agora? –falou Karol. O que faremos sem os dois?

–        Continuaremos –Falou Denis a abraçando. Juntos. Todos nós.

–        Isso ai, Denis –responderam Renan e Thiago ao mesmo tempo.

–        Errado –falou Mauricio enquanto sentava-se na cadeira mais perto.

–        Vai desistir logo agora! –gritou Pedro.

–        Claro que não –disse Mauricio com um sorriso.

Mauricio sorria levemente e olhava para todos, porém não os observava. Ele estava pensando profundamente e quando fazia isso, era como se nada estivesse em sua frente.

–        Mauricio, Mauricio –chamavam Vitor e Danton.

–        Vamos nos dividir em dois grupos a partir de amanhã de noite –Mauricio disse voltando ao normal –Olhou para os amigos atônitos e estranhou. O que foi ?

–        Você estava desligadão, cara –falou Vitor.

–        Eu estava só pensando em como iria dividir os grupos –Mauricio  falou olhando para Xiku e depois para Denis e Karol abraçados e só então para Vitor.

–        E o que você vai fazer? –perguntou Danton.

–        Vamos para um hotel, lá eu falarei tudo –Mauricio olhou para Neo. Você paga né?

–        Claro que sim –Neo disse com um sorriso. É tudo o que posso fazer pelo mundo nesse momento.

Todos conversaram normalmente no caminho, tentando desviar da tensão causado pela saída de dois companheiros e pela iminente guerra que estava por vir.

No hotel, se hospedaram em quartos com Mauricio, Xiku e Denis em um quarto, Thiago, Pedro, Danton e Renan em outro, Neo, Vitor e Leandro no outro e Karol sozinha no ultimo. Depois de se acomodarem, todos os 11 se reuniram um jardim do Hotel, onde não havia ninguém. Logo ao lado havia uma linda piscina, que pela hora já estava vazia.

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–        E então, Mauricio, vai falar ou não –perguntou Neo.

–        Amanhã de manhã, eu e Xiku vamos finalizar os detalhes da invasão da base que contém as ogivas –Mauricio disse olhando a piscina e logo depois voltando-se para seus amigos. E eu partirei para enfrentar Dario.

–        Sozinho? –Perguntou Karol.

–        Sim –Ele respondeu secamente.

–        Isso é suicídio, brow –Denis alertou.

–        Eu sei –Mauricio disse com um sorriso, pondo a mão nos ombros de Denis. Mas se eu levar algum de vocês será um homicídio.

–        Acha que não faz sentido levar nenhum de nós, é isso? –perguntou Danton.

–        Mauricio, em ambos os lugares, todos nós estaremos correndo riscos de vida –Falou Denis em tom sério. Eu não vou te abandonar pra morrer sozinho. Vou com você, queira ou não.

–        E eu vou junto –confirmou Karol.

–        E será melhor levar o Danton, porque só você agüenta ele –disse Xiku olhando para o jovem garoto que quase imediatamente abaixou a cabeça.

–        Vocês dois são loucos –Mauricio disse abraçando Karol e Denis simultaneamente. Acho que vocês me convenceram –falou com um sorriso maroto. E você realmente vem com a gente, Danton. Já que o plano mudou, acho que vou precisar de você.

–        Eu? Mesmo? –Danton falou muito feliz.

–        É, você mesmo –falou Mauricio. E no caminho eu vou te ensinar algumas coisas. Como se defender, como atacar e como usar a inteligência ao invés da força.

–        Eu prometo que vou aprender tudo –Danton disse com entusiasmo.

–        Eu sei que vai –Mauricio falou pondo a mão em sua cabeça. Xiku –chamou olhando para o amigo. Você ficará responsável por todos os outros, tudo bem?

–        Beleza, já esperava por isso mesmo –Xiku falou com firmeza.

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–        E agora? Quem vai pular comigo nessa piscina ali? –perguntou Mauricio.

–        Ta doido cara, ta calor mas nem tanto –disse Neo.

–        Pular de roupa na água já é um pouco de mais –Renan afirmou.

–        Povo, podemos morrer a qualquer instante! Temos que aproveitar o quanto podemos e eu não quero partir nessa missão sem dar um ultimo mergulho! –Mauricio saltou os arbusto que circundavam o jardim e com mais um salto caiu na piscina, jorrando muita água. Karol e Denis se jogaram juntos na água, depois foi a vez de Xiku, Thiago e Pedro. Todos pularam com tudo e se divertiram muito com seus amigos de tantos anos. Ficaram por quase uma hora. Estavam com as roupas encharcadas quando voltaram ao hall do hotel e foram para seus quartos.

Já eram 11:33 am e todos estavam em seus quartos. Mauricio, Xiku e Denis estavam conversando, cada um deitado em sua cama. Mauricio olhava para cima. Xiku olhava para a TV e Denis observava a cidade pela janela.

–        Mauricio, acha que tudo isso vai dar certo –Denis perguntou.

–        Vai sim cara, já está tudo friamente calculado –ele respondeu ainda olhando o teto.

–        Já tem um plano para invadir a base? –Xiku perguntou virando-se para Mauricio.

Mauricio sentou na cama e pegou sua mochila. Puxou os mapas e os colocou em cima da cama, chamando os outros dois logo em seguida. Mauricio começou a apontar o mapa e a explicar cada detalhe dele.

–        A base foi feita em uma galeria subterrânea, embaixo de uma pequena montanha. Na sua frente tem uma floresta que deve ter vários sensores e minas terrestres. É impossível chegar nela por ai então –ele olhou para os rostos dos amigos que pareciam entender. Contudo, se descermos pela montanha sem fazer muito alarde, teremos muita chance, porque aqui são pontos cegos dos sensores da base. Teremos que comprar equipamento de rapel e descer por essa linha na qual todos os sensores convergem seus pontos cegos –mostrou uma linha que ia do cume da montanha até a entrada da base.

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–        Acho que isso de descer de rapel vai ser difícil –falou Denis, tendo um aceno de cabeça de Xiku em reposta.

–        É o único modo de penetrar–falou Mauricio. Uma parte do grupo vai por fogo na floresta como um chamariz, enquanto o outro desce de rapel e entra por esta galeria –ele aponta no mapa. Esta porta vai ser aberta por esse código –Mauricio entrega uma folha para Xiku. Até agora tudo bem?

–         Sim, estou entendendo, pelo menos até agora –Xiku respondeu um pouco inseguro.

–        Ei, se tiver qualquer duvida me pergunte, não fique nervoso agora  ou todos morreram nas suas mãos capitão Xiku –Mauricio fitou os olhos de Xiku e depois voltou ao mapa ao mesmo tempo em que este respirou fundo.

–        Depois de entrar, vocês seguirão por esse túnel e farão esse trajeto –ele traça todo o trajeto até uma sala de área restrita.

–        E o que impede deles nos seguirem? –perguntou o Xiku.

–        Esse código da porta também desativa as câmeras, pois essa é uma entrada de emergência para o pessoal da linha de comando –Respondeu Mauricio.

–        E o que faremos nessa sala?

–        Você vai abri-la com esse outro código e inserir no computador, o qual tem um botão vermelho e este código aqui –entrega outro papel a Xiku. Ele vai desativar as ogivas uma a uma –Mauricio disse com convicção.

–        Ta, e como saímos daí? –Xiku perguntou um pouco aflito.

–        Esse é o problema, até agora vocês ainda não saem –Mauricio respondeu olhando diretamente nos olhos de Xiku.

–        O que você disse? –Xiku exclamou alto.

Continua…

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