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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap7 pt2

Por: M. Barreto

Capítulo VII: O Estranho nas sombras

Mauricio olhou o mapa em suas mãos e viu que a porta da esquerda levava à cozinha. Mandou todos seguirem por ela e certificou-se de trancar ambas as portas com as chaves dos guardas. Só havia uma saída, a porta dos fundos. Teriam que correr por uma curta área aberta até a porta seguinte que os levaria a uma sala de comunicações. Tudo parecia um beco sem saída. Nesta próxima sala haveria corredor que os deixaria de frente a um elevador sem câmeras. Ele os levaria direto ao andar do escritório de Dario. O problema todo era passar pela área aberta, pois neste momento, ela deveria ser um stand de tiro ao alvo, sendo eles, os alvos.

– Para onde brow? –Perguntou Denis aflito.

– Amigo, diz logo –Karol disse em tom de suplica.

– Temos que ir por aquela porta ali –Mauricio disse apontando para a porta dos fundos. Eu vou sair primeiro, correr até o outro lado, abrir a outra porta, só ai vocês três vem correndo juntos.

Todos assentiram com a cabeça.

– O mais importante é que enquanto estiverem correndo, não olhem pros lados ou para trás. Sigam em frente, não importa o que acontecer –Mauricio disse com um ar frio que não lhe é de costume.

Danton olhou assustado. Karol e Denis se abraçaram. A porta pela qual vieram foi forçada uma vez e Mauricio saiu correndo na direção da outra. Ele a abriu, olhou em volta e saiu em disparada com o molho de chaves nas mãos, ao chegar à outra extremidade do caminho, tentou abrir a porta de metal. Suas mãos tremiam e a cada chave errada, dezenas de tiros viam em sua direção.

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Ele conseguiu abrir e os amigos correram rapidamente para dentro sob a mira de poucos tiros, pois demoraram a percebê-los já que atiravam na direção de Mauricio. Primeiro Denis, depois Karol e Danton em fileira, todos juntos como se quisessem se certificar que ninguém ia ficar pra trás. Entraram e Mauricio fechou a porta e a trancou.

– Estão todos bem? –Karol perguntou olhando Denis e Danton.

Estava tudo bem com eles.

– Vamos seguir logo –Disse Mauricio. Vão na frente, eu cubro a retaguarda.

Enquanto Denis andava pelo iluminado corredor, Karol e Danton seguiam-no como se quisessem se esconder em sua sombra. Mauricio vinha atrás olhando para trás constantemente e apressando os amigos. O Elevador estava na frente deles, sem guardas. Mauricio olhou pra cima e sussurrou um “obrigado”.

– Está livre, melhor impossível – Denis disse entusiasmado ao abrir a porta.

– É, melhor impossível mesmo –Mauricio disse visivelmente sem a alegria do amigo.

Quando já estavam subindo, Karol estava do lado de Mauricio e percebeu que ele estava com os braços cruzados e apoiava a mão um pouco acima da cintura no lado esquerdo. Ela olhou para baixo e viu que escorria um pouco de sangue por entre os dedos dele.

– Meu Deus, você levou um tiro! –Exclamou alto assustada.

– Calma, foi de raspão –Mauricio falou serenamente.

– Amigo, a gente tem que cuidar disso –Karol insistiu aflita.

– Está tudo bem Karol, não se preocupe –Mauricio disse olhando nos olhos dela. Eu estou bem.

Mauricio sabia que um tiro de raspão abdominal naquela topografia poderia trazaer algumas complicações. A alta energia cinética da bala poderia causar uma ruptura de seu baço e ele morreria de hemorragia interna por instabilidade hemodinâmica. Para sua sorte, ele se auto-diagnosticou como estável hemodinamicamente.

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O elevador chegou no seu destino e ao sair cuidadosamente dele, eles se depararam com uma escada que não estava na planta. Checaram se o andar estava certo e só então continuaram o caminho. Havia além das escadas Subitamente, dois soldados agarrarão Karol e Mauricio. Um outro tentou segurar Denis, mas este o derrubou com um soco.

– Corre Danton! –disse Mauricio lutando para se soltar, sem obter sucesso.

Danton hesitou um instante, contudo lembrara que Mauricio havia dito para seguir todas as suas ordens sem questionar e então foi correndo para o elevador. Todavia, foi interceptado por outro soldado.

Denis havia derrubado três soldados e tentava chegar até a Karol.

– Denis, some daqui! –Mauricio lhe ordenou firmemente. Eu vou tirar a gente dessa, você é o único que pode cumprir o nosso objetivo! Vai!!!

– Não posso deixar vocês pra trás, brow! –Denis disse acertando o soldado que segurava Mauricio.

Dois soldados agarraram Denis. Um outro lhe deu uma coronhada na nuca e ele desmaiou. Danton estava sendo levado por uma abertura na parede, aonde já haviam levado Karol. Denis estava sendo carregado para lá. Havia ainda cinco soldados de pé prontos para pegar Mauricio. Ele sabia que não poderia passar sozinho por todos eles e então subiu a escada. Eles o seguiram correndo. De repente, Mauricio gira em um salto para trás acertando a cabeça do primeiro soldado que então cai sobre os outros. O astuto médico, então, passa correndo por entre eles e entra na passagem pela qual levaram seus amigos. Era uma sala fechada, com apenas uns poucos móveis e um monitor, como uma sala de vigilância e havia um grande buraco no meio, pelo qual elas deveriam ter sido levados para baixo. Ele circundou o buraco procurando o melhor lugar para tentar descer. Ao circular 120 graus, seu pé afundou um pouco e segundos depois, seu corpo inteiro caiu para trás. Esta literalmente caindo para a morte em uma armadilha.

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– Achei!! –gritou Pedro.

Ele acabara de encontrar a saída de que precisavam. Era preciso fazer um buraco na parede e eles sairiam na sala das máquina. Começaram a criar o buraco, quebrando a parede com todo o tipo de ferramentas que encontraram na sala. Até mesmo a cabeça de Renan foi cogitada para tal feito, brincaram Thiago e Pedro.

O buraco estava aberto e eles precisavam sair.

– Eu vou ficar –disse Xiku.

– Cara, temos que sair todos juntos –Thiago falou.

– Eu tenho que ficar para acionar o dispositivo –Xiku falou sorrindo. É o meu trabalho. Vão agora, vou dar uma dianteira a vocês antes de entrar com o código.

– Siga a gente depois, amigo –Pedro disse apertando a mão de Xiku.

Renan fez o mesmo. Thiago lhe deu um abraço.

Mauricio segurara com um das mãos e estavam escorregando, em baixo de si estavam lanças afiadas.

– Que jeito mais medieval de se morrer –pensou um segundo antes de sua mão soltar a borda do alçapão.

Uma forte mão o pegou a sua em queda. Um homem lhe puxou para cima.

– Ainda não é a hora de fechar a conta e passar a régua, Mauricio –disse o seu salvador.

– Onil!!!

Continua…