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The King Of Fighters e o tabu que não é batido

Desde o seu projeto, muitos já esperavam que ele fosse mais um fracasso. Não estavam errados. The King Of Fighters não conquistou o grande público e nem ao menos foi lançado em certos países. Não quebra o tabu de que filme baseados em games/animes/mangás são mal feitos (à exceção de Prince Of Persia) Contudo, para este que vos escreve, não foi um desperdício de tempo vê-lo.

Desde os primeiros minutos de filme, você percebe que não está assistindo algo será um clássico do cinema. E para quem minimamente conhece a história do jogo, percebe que a coisa vai desandar bastante.

O filme conta a história do torneio “King of Fighters” que é realizado em outra dimensão sob a supervisão da empresária Chizuru. Acompanhamos a trajetória de Mai, uma das participantes do torneio que descobre que esta outra dimensão é acessada pelo poder de três relíquias pertencentes aos clãs Yata (Kagura), Yagami e Kusanagi, os quais um dia selaram um poder maligno chamado Orochi nesta dimensão há 1800 anos. Em busca de poder, Rugal rouba as relíquias no intento de libertar o poder de Orochi e se tornar o Rei dos Lutadores. O único dos tesouros que Rugal não conseguiu foi a Espada de Kusanagi que está com o último Kusanagi, Saisyo. Mai é incumbida de buscar a arma e ao lado de Iori (seu namorado?), Terry (um agente da CIA) e Kyo (filho de Saisyu) terá que derrotar Rugal.

Tirando a parte de lutar em outras dimensões e da Mai ser a protagonista, a história é bem parecida.

Mai Shiranui (Maggie Q) não tem aqueles seios enormes ou a roupa vermelha, nem mesmo a sua personalidade do jogo. Tornou-se a heroína do filme. Iori Yagami (Will Yun Lee) é um ex-lutador do torneio. Por vezes é possuído pelo poder de Orochi, mas sempre tenta se livrar dele. Kyo Kusanagi (Sean Faris) é um mecânico perdido após a morte do Pai e traça uma bela trajetória da metade do filme em diante, aprendendo a ser o protetor que o seu sangue Kusanagi requer. Chizuru Kagura (Françoise Yip) ficou até semelhante, pois seu papel de protetora do selo de Rugal e organizadora do torneio foi mantida. Rugal é um lutador sarcástico e engraçado, sendo muito bem interpretado por Ray Park. David Leitch ficou descaracterizado como o agente Terry Bogard, contudo assim como o Yamcha de Dragonball Evolution, se tornou um personagem diferente e muito bom.

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Bernice Liu (Vice) e Monique Garderton (Mature) formaram uma bela dupla (literalmente). Hiro Kanagawa, como Saisyu Kusanagi, foi mal aproveitado. Faltaram mais personagens, o que daria um gostinho a mais de ver o filme.

As câmeras foram um ponto negativo muito forte nesse filme, muito mal posicionadas e tremiam as vezes. Na batalha final, eles se enrolaram na hora de filmar bem. A direção capengou bastante em algumas cenas que poderia estar bem melhores. Estranhamente Kyo jovem (nos flashbacks) era japonês e adulto, é ocidental Santa cirurgia plástica hein.

As lutas foram um ponto forte desse filme. Muito bem coreografadas e empolgavam bastante. Mesmo que não tivessem referencias ao jogo, os golpes eram muito bons. Outro ponto positivo foi a atuação dos protagonistas.

Os efeitos especiais decepcionavam em muitos momentos, destaque para as explosões de carros que ficaram mal feitas. O efeito de energia/magias ficaram legais, particularmente as chamas de Rugal e Iori.

Resumindo, assista o filme já sabendo que não é o filme que KOF merece, mas é o que temos por enquanto. Pense positivo, se você já assistiu Speed Racer, Dragon Ball Evolution, A Lenda de Chun Li, o que custa assistir mais esse?

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