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Crônicas Ocultas do Clã DBOF cap8 pt 5

Por: M. Barreto

Capítulo VIII: Dois cavalheiros se aproximam…

Mauricio e Onil acharam estranho haver uma abertura desprotegida que levava ao pátio da fortaleza, mesmo assim, eles adentraram. Estavam escondidos em um canto escuro, tentando ficar longe de onde pudesse haver movimento ou câmeras.

– Para onde agora, amigo? –Onil perguntou um pouco ansioso.

– Para onde mais, amigão? –Mauricio disse ainda tremendo de frio. Vamos encontrar nossos amigos e acabar com aquele idiota que se acha um Hitler brasileiro.

Onil segurou uma risada. Ao fitar o companheiro, percebeu uma expressão séria em seu rosto.

– Já sei, quando eu enrugo a testa assim, geralmente é um mal sinal né? – Mauricio disse com o tradicional sorriso.

Onil acenou com a cabeça positivamente.

– Eles devem estar vigiando a gente agora, temos que tentar despistá-los e depois seguir separados –Mauricio disse sério. Eu vou atrás do Dario e você liberta nossos amigos. Mas primeiro…

Mauricio puxou o grandalhão pelo braço e o levou até um buraco de esgoto no chão. O médico foi primeiro. Onil exclamou baixinho um “só pode ser brincadeira” e pulou.

– Cara, que merda de idéia foi essa? –Onil disse olhando a lama em que seus pés estavam submersos.

– Bom, pelo menos ainda não é uma merda, só tem lixo –Mauricio gargalhou. Sorte nossa chegar aqui no dia da inauguração, amigão. Se acha nojento, lembre que quando criança todo mundo já quis ser uma tartaruga ninja, então, Cowabunga! –falou indo em em direção ao centro do pátio.

– Santa tartaruga… –Onil falou sarcasticamente seguindo Mauricio pelo corredor escuro.

 

Dario descansava em seu quarto quando Willian e Adriana entraram sem se anunciar. O político olhou para eles e sorriu.

– O que os traz aqui? –Perguntou em tom jovial.

– Perderam Mauricio de vista –Willian disse tenso.

Dario percebeu que Adriana estava muito mais calma do que da ultima vez que a vira. Ele levantou da cama em um salto, saiu do quarto, indo em direção à ponte de controle. No meio do caminho, um soldado se interpôs a ele fazendo continência.

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– Senhor, a primeira-dama acaba de chegar –Disse em tom militar.

– Ótimo –Dario disse olhando para trás.

Ao perceber que os amigos o seguiram, ele dispensa o soldado e se volta para eles.

– Acho que já está na hora de conhecerem minha esposa –diz olhando para Willian.

Ele não queria olhar Adriana, pois sabia que ela o fitava com um ciumento olhar fulminante.

Ele abriu a porta da sala de controle e Lucy estava lá olhando para ele com um alegre sorriso. Ela correu na direção do marido, saltou e deu-lhe um ardente beijo. Quando Lucy começou a se afastar, viu Swan e seu rosto feliz contorceu-se numa careta de desprezo.

– O que ela, digo, eles estão fazendo aqui? –Lucy questionou num tom levemente reprovador.

– Já havia lhe dito, meu amor, que eu traria a DBOF à bordo –Dario respondeu cordialmente. Willian, Adriana, esta é minha esposa, Lucy –apresentou-os evasivamente

Eles se cumprimentaram com um aceno de cabeça. Já se conheciam desde os tempos de internet. De acordo com as más línguas, fora Lucy quem jogara Dario contra a comunidade.

Lucy voltou-se para Dario, deu um sorriso cativante e puxou-lhe pela mão.

– Parece que a DBOF realmente está aqui, não é? – Lucy disse apontando para um playback da câmera do pátio no monitor. Mauricio está aqui também.

– E Danton, Karol e Denis estão presos –Dario falou lembrando-se de sua fuga. Se eles soubessem que faço tudo isso pelo bem deles. Pena que Thiago não está aqui também.

Um dos analistas dos noticiários chamou Dario para ver uma noticia vinda do pentágono. O informante de Dario enviou uma mensagem: Eles acabaram de vencer a barreira que eu coloquei, o lançamento vai começar em 6 horas.

Bombas nucleares voando pelo céu atingindo desordenadamente o planeta não era um bom modo de manter a integridade da raça humana. Esse era o momento de Dario intervir e lançar suas ogivas e salvar a vida na Terra, ou haveria a extinção da raça humana. Era o único em posição de salvar o mundo, Dario pensou.

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– Ligue para a base de operações –Dario ordenou. Mande liberar as ogivas.

– Senhor, houve um incêndio na floresta hoje cedo –Um dos analistas informou. Contudo, não houve relatos de interferência desde então.

– Certo, e o que você espera para obedecer a minha ordem, soldado? –Dario disse em um agressivo tom militar.

 

Xiku, Thiago e Pedro vestido com seus exoesqueletos conseguiram render cerca de 40 soldados. Estava prendendo-os em um pequeno porão de guardar alimentos. Ao saírem, ficaram em cima da prisão soldados.

– Vocês acham que tem muito poder com essas coisas? – um soldado berrou. Espere ver nossos amigos.

– Cala a boca –Xiku respondeu energicamente.

Xiku pisou em cima da madeira onde estava o rosto do rapaz e ele se afastou.

Em seguida, um barulho de avião irrompeu o ar. Entretanto, não havia avião. Era uma tropa de dez soldados usando exoesqueletos, aparentemente menores do que os dos três amigos, todavia estavam segurando armas muito pesadas.

– Ferrou –disse Thiago olhando para atônitos Pedro e Xiku.

 

Onil e Mauricio chegaram a um ponto de encruzilhada e o médico olhou no mapa das tubulações.

– Deve ter algum jeito de sair daqui –Onil falou.

– A prisão fica por ali –apontou para a direita. E o escritório do Dario fica à esquerda. É aqui que nos separamos, amigão.

– Foi bom enquanto durou, sempre teremos Paris… –Onil riu de sua própria piada.

– Cara, eu sou o único que deve entender esse tipo de piada –Mauricio falou abraçando o amigo. Lá tem muita confusão te esperando. Toma cuidado, meu velho.

– Você também –Onil disse visivelmente tenso.

Onil correu para o seu lado e Mauricio ficou parado olhando o amigo ir. Havia muito a conversar com ele, entretanto, não havia tempo. Tateou o bolso da calça e encontrou o celular e o pen drive dentro de uma bolsa plástica que os manteve secos. Ele pegou o celular e viu que havia uma nova mensagem.

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Denis e Danton estavam acorrentados a uma parede pelas mãos e pés em uma pequena sala escura. Karol estava duas salas depois gritando por entre as barras por socorro. Um guarda armado com uma pistola ficara de sentinela de fora dessa pequena prisão, guardando-a. Karol já não agüentava mais gritar, sua garganta doía e ela começou a chorar e soluçar. Denis ouvia os apelos de Karol e se sentia um inútil por não poder fazer nada. Danton se debatia e só pensava nos ensinamentos de física de Mauricio. “Que estupidez”, Danton pensou.

 

Mauricio respirou fundo ao termino da mensagem. Seus olhos estavam vidrados no pequeno visor do celular, bem apertados para melhorar a visualização e começaram a encher de lágrimas. Quando conseguiu piscar, uma lágrima escorreu. Virou-se para seu caminho, andou tranquilamente e começou a cantarolar em voz baixa “All along the Watchtower”

– No reason to get excited, the thief he kindly spoke: there are many here among us who think that life is but a joke. But you and I, we’ve been through that and this is not our fate, so let stop talking falsely now. The hour is getting late (Tradução: Nenhuma razão para estar excitado, o ladrão que falou amavelmente: há muitos aqui entre nós que pensam que a vida é mais uma piada. Mas você e eu, nós passamos por isso e este não é nosso destino. Então vamos parar de falar hipocritamente. A hora está começando tarde)

Agora, Mauricio sentia-se mais sozinho do que nunca naquela jornada.

Um gato selvagem rosnou,
Dois cavaleiros estavam se aproximando
E o vento começou a uivar.

All Along the Watchtower de Jimi Hendrix

Fim do capítulo 8.

No próximo capítulo: Um cavaleiro jura bravura

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