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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap10 pt1

Leia o Capítulo 1 desta saga aqui.

Capítulo X: No relógio do fim do mundo são 23:42

O conhecimento é a mais poderosa arma de um homem. No entanto, conhecimento sem sabedoria é também a maior ameaça que se pode ter. Assim nasceram armas de fogo, explosivas e nucleares.

Assim nações inteiras foram erguidas por cima de outras destruídas. Vidas foram construídas por cima da morte. Para tudo há um limite. Se todos os recursos forem destruídos, todas as vidas perdidas, não haverá mais existência.

Mesmo para a destruição e morte deve haver um limite ou não existirá lucro. Esse conceito simplório, qualquer humano pode entender pela compaixão do coração. Mas e quando essa idéia é posta em algo não humano, sem mente, sem alma ou coração. O que esperar quando colocamos nossas vidas nas mãos de uma máquina.

Dario está caído no chão com sua armadura consideravelmente avariada e o martelo de Mauricio está entranhado em sua lataria.

–         Willian, vamos acabar com isso antes que essa cobra solte mais veneno –Mauricio falou num tom sério que não lhe era de costume.

–         E você não para de querer dar ordens né? –Willian olhou de lado para o amigo e sorriu. De qualquer forma, você tem razão.

–         Will preparou sua guitarra, mas antes de tocar a primeira nota um som único de tiro ecoou pelo grande hangar e as cordas arrebentaram.

 

Antes de se perguntarem quem havia atirado, Adriana se joga na frente do combalido Dario e abre os braços separando-o de seus algozes, deixando cair uma shotgun da mão direita.

–         O que está fazendo, Adriana? –Will questiona energicamente enquanto abre o capacete. Eu nem sei se essa armadura tem corda sobressalente!

–         Adriana está com a cabeça baixa, com os cabelos caindo-lhe pela testa. Lentamente começa a subir a face, com lágrimas escorrendo dos olhos e dizendo.

–         Em toda a minha vida, nunca alguém conseguiu me entender tanto quanto Dario, ninguém jamais foi tão especial para mim quanto ele… –Agora olhando para frente. Eu o amo!

– Pare de dizer idiotices, Swan!! –Mauricio falou andando até ela, retirando a máscara e deixando sua face à mostra. Não me venha com suas chatices de ser do contra e querer achar que é diferente de todo mundo! Não me venha dizer que eu ou Will não entendemos você, porque isso não é verdade e você sabe disso! –As palavras saíam como o rosnado de um raivoso lobo que havia encurralado sua presa e Adriana sentiu isso. Você ignora o fato de que nós sabemos quem você é de verdade e que te conhecemos em um nível muito além do qual você deixa os outros chegarem –Mauricio falou num tom convidativo.

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– Adriana, minha querida Adriana, não deixe que ele entre na sua mente –Dario falou ao se levantar. Você será a rainha do novo mundo ao meu lado.

Dario puxou o martelo do peito e a armadura estava se regenerando sozinha devagar. Ele apontou um braço para Mauricio e disparou uma rajada de energia que o jogou longe.

– Pena que demora a carregar esse tiro, eu devia ter feito isso há 10 minutos –Riu Dario. Dri, pegue sua armadura, vou precisar que esteja equipada caso eles queiram te machucar.

– Certo, meu amor –Adriana saiu correndo com uma adolescente retardada para a armadura.

Willian não sabia se atacava Dario ou ajudava Mauricio, ele ficou ali parado sem saber o que fazer ou dizer.

– Vai querer me dizer que voltará para o meu lado? –Dario falou em tom sarcástico virando-se para Will

– Nunca estive do seu lado, panaca –Willian falou colocando o capacete e se preparando para a luta.

Dario jogou sua armadura branca já quase totalmente concertada em cima da de Willian e os dois rolaram por alguns metros e depois trocaram alguns socos, ainda no solo. Dario saltou e mirou a queda em cima de Will, contudo com uma incrível tenacidade, este não desviou e segurou o pisão com as mãos, afundando no chão e quebrando muito do exoesqueleto que revestia os braços. Quando Dario tentou sair das mãos do ex-súdito, este o joga de lado com força e o político não consegue evitar a queda.

Will sente a coluna torácica e os ombros doerem ao se por de lado para levantar. Enquanto apoiava-se, algo lhe agarrou por trás e o jogou contra uma parede. Era o exoesqueleto lilás de Adriana. Dario se pôs a seu lado e colocou a mão em seu ombro direito, acendo com aprovação.

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O módulo azul celeste esteve quase completamente destruído, entretanto se recupero completamente, ainda mais rápido do que o de Dario. E como bônus, ainda possuía um sistema vital que manteve Mauricio vivo, mesmo estando muito ferido.

Algumas pessoas vestindo exoesqueletos cinza se aproximaram e conseguiram tirar o médico da armadura. Ele estava com um corte na testa e estava quase desmaiando. Ele ouviu a ordem “levem-no para meus aposentos” e logo em seguida foi arrastado por um longo caminho até uma porta branca. Dentro da enorme sala branca por trás da porta havia uma maca, algum aparelho estranho acima dela e um computador atrás.

Mauricio foi deitado na maca e preso pelos punhos e pés. Sua cabeça doía e aquela forte luz branca em seu rosto não ajudava muito.

 

– Danton, não é hora de ficar admirando estátuas, corre!! –Onil grita quando vê soldados se aproximando.

Ele empurra Danton e Karol para frente, correndo a toda velocidade.

De repente, ele para e volta-se para os soldados.

– Saiam daqui agora! –Onil fala olhando ligeiramente para trás. Eu vou deter esses caras o máximo que puder e então vocês dois fogem.

– Não, Onil! –gritam Karol e Danton ao mesmo tempo. Deve ter uns 20 caras de armadura ali! –Karol grita, chorando.

– Vão logo! Não temos tempo para despedidas! Vejo vocês do outro lado! –Onil vai em disparada para cima dos soldados.

Ele esmurra com um soco um dos soldados, é agarrado por outro e enquanto é levantado chuta vários deles.

Danton e Karol ficam olhando e ouvem um grito dizendo “corram”, o qual os faz sair em disparada para o carro do hangar. Havia uma chave no banco, Karol a pega e dá ignição, partindo em direção ao portão de saída.

O chão estremece e o carro começa a perder estabilidade, levando-o a bater em uma pilha de caixas. O tremor se intensifica e um alto som é ouvido por toda a fortaleza.

 

– A ignição foi um sucesso, senhora –um soldado-piloto diz.

Lucy está no centro de comando junto de muitos de seus guardas pessoais. Ela deu a ordem de erguer a fortaleza aos céus. A próxima ordem viria em poucos instantes e ela estava excitada com o rumo que as coisas tomavam. Um sorriso sinistro estava estampado em sua face.

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Seu celular toca e ela lê a nova mensagem.

– Ele o pegou –Ela diz com satisfação. O sistema remoto da estação da floresta já está pronto?

– Em 5 minuto, madame –outro soldado lhe diz.

– No exato instante em que estiver pronto, me avise! –Ela ordena com felicidade.

Tudo saía como o planejado.

 

– Vamos matar esse traidor e faremos amor sob seu túmulo –Dario disse a Adriana.

A armadura de Will não regenerava como a de Dario e Mauricio. ”Deve ser um modelo econômico” pensou. Ele começou a gargalhar enquanto levantava.

– Adriana Swan quer se tornar Adriana de Dario? –Willian recolheu a máscara. Essa é a maior piada que você já fez, Swan!!! –Ele intensificou ainda mais a gargalhada.

Adriana aborreceu-se imediatamente e foi para cima de Willian com tudo.

– Nem vou bloquear! –Willian gritou ainda em meio às gargalhadas.

Ela o acertou com um empurrão e o jogou contra a parede.

Dario olhou a barra de carregamento de seu tiro de plasma e viu que estava em 40%.

– Acho que é mais do que suficiente para destruir esse modelo e ainda mais nessa condição –Dario sorri e aponta a arma para onde estava Will, onde Swan se aproximava.

Pouco antes de atirar, sua mão foi desviada e ele acertou o teto acima deles, fazendo uma parede de escombros à sua frente e separando-os dele. Ao olhar para o que desviou sua mão, ele viu um pequeno disco redondo com um contador. 03, 02… somente quando chegou em 01 é que ele notou que era uma bomba, contudo já era tarde demais e sua mão havia ido pelos ares. Somente a robótica, pelo menos. Ele praguejou alto e o som metálico que saia de seus alto-falantes era ininteligível.

– Não achou que eu deixaria que matasse meus amigos tão facilmente assim, não é? Dario –Xiku dizia  apontando-lhe a arma do punho direito com a mira travada em sua cabeça.

Ele atirou uma grande salva de tiros e acerto-o em cheio.

Continua…

Como diria Yoda: com a palavra você está