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Star Trek: Uma Jornada nas Estrelas que mudou o mundo

 

“Espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise em sua missão de cinco anos para explorar estranhos novos mundos, novas formas de vida e novas civilizações. Indo audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve.” Jornada nas Estrelas.

E com estas palavras, cada episódio de Jornada nas Estrelas se iniciava, junto de um tema de abertura inigualável. As aventuras do intrépido e divertido Capitão James T. Kirk (Willian Shatner), do frio e inteligente Sr. Spock (Leonard Nimoy) e do sarcástico Leonard McCoy (DeForest Kelley) nos trouxeram muitos temas que na década de 60 eram polêmicos e até passiveis de censura, como racismo (em geral por Spock ser Vulcano ou por uma raça que aparece no episódio), liberdade sexual e direitos dos seres vivos inteligentes.Star Trek original series elenco completo personagens

 

Voltando um pouco no tempo, em 1966, o produtor (e ex-policial) Gene Roddenberry nos brindou com o inicio da franquia Star Trek, a qual mudaria completamente os rumos da ficção científica para sempre. Star Trek, ou como ficou conhecido no Brasil Jornada nas Estrelas inspirou gerações de autores e a cultura pop nos últimos 45 anos.

Num futuro otimista, típico dos anos 60/70, a Terra havia deixado para trás a fome, miséria e guerras internacionais. Agora fazíamos parte de uma Federação Unida dos Planetas, cuja Frota Estelar é a força militar responsável por não só proteger, mas também desbravar o universo.

Star Trek enterprise 2009

Como diz o texto de abertura, a nave Enterprise tinha a missão de explorar cientificamente o universo. Ela era composta por mais ou menos 250 passageiros, numa tripulação interracial, dentre os quais se destacam o Cap. Jim Kirk, o meio vulcano Sr. Spock como oficial de ciências/1º oficial, o japonês Ten. Hikaru Sulu (George Takei) como piloto da nave, a africana Tenente Uhura (Nichelle Nichols) como oficial de Comunicações (primeiro papel de destaque de uma mulher negra na televisão americana, diga-se de passagem), Leonard McCoy era o oficial médico e Montgomery Scott (James Doohan) era o estressado Engenheiro Chefe.

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Assistindo a primeira temporada da Jornada nas Estrela Original Series, vi que muito dos filmes, séries e até piadas que cresci vendo eram baseadas em STOS. Muito do que se fala hoje sobre “o que é um ser humano?”, “o que seria a sociedade perfeita?” , “o medo que separa as pessoas por bandeiras/raças” ou “a mecanização do homem” foi abordado em Star Trek e ainda são temas atuais.

Veja se reconhece algo de um filme ou seriado: Em “O Ardil Carbomita”, A Enterprise estava frente a uma tecnologia superior, Kirk malandramente menti dizendo possuir “carbomita” a bordo e que tal substancia (fictícia) é altamente explosiva e se destruírem a nave, eles seriam destruídos no processo. “The City Of The Edge Forever” mostra os perigos da viagem no tempo e dos paradoxos temporais, ainda mais quando Jim Kirk se apaixona nesse meio tempo;  “Mirror, Mirror” episódio da segunda temporada mostra um universo paralelo onde a Enterprise segue um Império autoritário, parecendo que tudo é o inverso da realidade normal; Já “The Doomsday Machine” revela que aquele tipo de “arma que nunca deveria ser usada” (ex. Bomba de Hidrogênio na Terra) foi utilizada em outra galáxia, um gigantesco robô minhoca que come planetas e somente a Enterprise poderia detê-lo; “Who Mourns for Adonais?” apresenta um ser intergaláctico megapoderoso como o Deus da mitologia grega, Apolo (daí foi popularizada a questão: Seriam os Deuses, astronautas?).

Esses são somente alguns exemplos, no futuro farei uma matéria sobre os 10 melhores episódios de Star Trek. Mas cabe aqui citar o meu episódio favorito “Balance of Terror”, ponto de base do filme de 2009 e uma verdadeira batalha de submarino contra navio… no Espaço Sideral! Embora hoje o sucesso seja inegável, nem sempre foi assim. A série só foi ao ar por muita insistência do Senhor Roddenberry e a cada temporada o cancelamento espreitava. Da segunda para a terceira temporada, os fãs da série fizeram o primeiro levante NERD/Trekkie para evitar o fim de STOS, inundando a emissora NBC com cartas, isso muito antes da internet surgir. Depois da terceira temporada, o fim chegou finalmente, pois até mesmo a qualidade dos episódios era absurdamente inferior a primeira. No entanto, como aconteceu com Chaves aqui no Brasil, o sucesso veio com as reprises, fazendo com que a geração de jovens seguinte crescesse vendo e a tornasse um ponto fixo em seus corações. Não foi a toa, amigos otakus, que o Cosplay nasceu nas convenções Trekkies (não foi no Japão, é sério).

Anos mais tarde, vieram os filmes que complementariam o universo de Jornadas nas Estrelas. A série The Next Generation com Jean Luc Picard (Charles Xavier, digo, Patrick Stewart) e outras muitas surgiram nas décadas seguintes. E vieram também os fãs famosos que nos brindam com paródias e menções até hoje: Hiro Nakamura de Heroes (cujo pai, Kaito, era George Takei, o Tenente Sulu) com suas comparações a Spock e The Big Bang Theory, com Sheldon (que na verdade é um clone no-sense de Spock), isso só para citar os mais atuais. O filme de 2009, com o mesmos produtore de LOST (J.J. Abrams e seu toque de midas) e os roteiristas de Missão Impossível 3 (Alex Kurtzman e Roberto Orci) foi o que me despertou para esta nova série e é um bom começo para quem quiser conhecer os personagens, a Enterprise e a mitologia trekker.

Apesar do sempre baixo orçamento e dos 45 anos de evolução tecnológica que nos separam, as atuações brilhantes, o dinamismo da amizade entre Kirk e Spock, bem como os temas de física, ética cientifica, moral e questões filosóficas fizeram e fazem desta uma série para ser revisitada por todos os NERDs e simpatizantes do mundo todo.

Esse foi a última matéria do ano. Espero que tenham tido vontade de assistir Star Trek, vale muito a pena. O Herói X volta ano que vem com muito mais.

Spock sinal de mão
Vida lonta e prósperaVida longa e próspera

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