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Cavaleiros do Zodíaco Gemini: Cap 3 – A Face da Maldade

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Antes de ler essa parte, leia o Capítulo I e o Capítulo II. Reforço que a idéia original é ampliar o mundo de Saint Seiya, bem como atualizar e melhorar o que já era magnífico. Céu e Terra vão tremer neste nova aventura.

ATUALIZAÇÃO: Agradeço ao pessoal do Ocioso por ter postado os três primeiros capítulos desta aventura, sei que assim como eu e vocês, eles são grandes fãs de Os Cavaleiros do Zodíaco!

Por: Dr. M. Barreto

Capítulo III: A Face da Maldade

“Este golpe reúne todas o cosmo do cavaleiro para criar uma janela rumo a uma nova dimensão, uma nova galáxia. O cosmo do guerreiro deve ser poderoso o suficiente para destruir esta nova galáxia, e assim, liberar energia da supernova em forma de esfera pelas mãos”.

Se fosse acertado pela explosão galáctica não sobreviveria, era preciso revidar. Instintivamente, Saga lançou mão da única técnica que o salvaria naquele momento.

–           Outra Dimensão!!! –brandiu Saga enquanto a bola de energia mortífera vinha em sua direção.

–           O que! –exclamou  Kanon incrédulo.

A Explosão Galáctica adentrou na Outra Dimensão e os ataques se anularam completamente. O poder dos dois era totalmente equivalente. Não havia mais o que comentar sobre esses dois irmãos. Saga observava Kanon que possuía olhar e sorriso malignos. Ambos estavam prontos para uma nova bateria de ataques.

–           Parem agora mesmo! Eu já defini o vencedor –disse uma voz serena, mas muito firme e potente.

Ainda que debilitado, o Grande Mestre ficou de pé e elevou seu cajado alto.

–           Como assim Mestre? –indagou Kanon virando-se para o Papa e se ajoelhando.

O Grande Mestre pediu a Ares que o ajudasse a sentar-se.

–           O ganhador desta batalha não me interessa, um cavaleiro não é medido apenas pelo poder de seu cosmo, mas principalmente pela imensidão de seu coração. E é por isso que você, Saga, é novo Cavaleiro de Ouro da Armadura de Gêmeos.

–           Mestre… –balbuciou Saga enquanto se ajoelhava perante seu mestre e a urna de sua armadura. Obrigado.

–           Injustiça! –Kanon olhava do Papa para Saga. Eu demonstrei ser mais corajoso em batalha do que Saga. Como ele pode ganhar a Armadura?

–           Kanon, o que aconteceu com você? –perguntou Saga olhando com tristeza para o irmão.

–           Eu amadureci, Saga. Adeus… irmão –disse dando as costas para o Grande Mestre e Saga. Um dia ainda me vingarei de você e do Santuário, estejam preparados.

–           Kanon, não faça isso. Não vá embora –falou a mãe dos Gêmeos.

–           Só voltarei para seu funeral e para me vingar deste… Cavaleiro ao meu lado –disse gentilmente à mãe Eu te amo, mãe.

Num piscar de olhos ele desapareceu. Os sussurros duraram pouco. O fato virou conto, o conto dispersou-se e não se ouvia mais falar de traidores ou renegados.

5 anos se passaram, Saga agora é um cavaleiro exemplar, visto por todos como um deus em forma humana. Amado e respeitado por todos, ele participou de dezenas de missões e se tornou muito mais forte do que antes. O povo do Santuário o amava e ele sempre era visto rondado os hospitais curando os doentes com seu cosmo.

Daidaros de Ceféu ocupava o cargo que fora de seu pai. Muito benevolente, sempre ajudou os aprendizes e os cavaleiros mais jovens. Rivalizava com Gigars nesse posto. O Grande Mestre estava tomando cada vez mais as medidas para sua sucessão. Nesse momento existem mais três Cavaleiros de Ouro: Aioros de Sagitário, possui a mesma idade de Saga e é com certeza tão ou mais poderoso do que ele, sendo um exemplo de Cavaleiro para a geração mais jovem, até mesmo Saga sabia disso, embora ele nunca tenha admitido; Kamus de Aquário e Shura de Capricórnio, dois jovens Cavaleiros de 15 anos, poderosos e com grande potencial.

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Um mês de festa era aquele, Atena havia renascido mais uma vez e todos no Santuário estavam felizes. Por todos os lados, havia cantorias, felicidade e esperança. Mesmo as pessoas do mundo externo, sentiam a presença de Atena e aquele foi um momento de muita  coesão em toda a Terra.

Saga acabara de retornar de uma missão e ficou sabendo que um marina do Deus dos mares, Poseidon, havia atacado o Grande Mestre dias antes. Este foi salvo por Aioros e Shura e se entristeceu por não ter tido a chance de ajudar. Aquele também foi o mês no qual a mãe de Saga morreu e como prometido foi o dia do retorno de Kanon.

Eles não se falaram durante toda a cerimônia, todavia depois, Kanon apareceu em casa e eles conversaram. Estavam de pé, na sala de jantar com a lareira acessa.

–           Irmão –disse Saga emocionado. Fico feliz por você ter voltado.

–           Cavaleiro de Gêmeos –falou Kanon sem nenhuma expressão de felicidade em rever seu irmão. Vim para o funeral de nossa mãe como eu havia prometido.

–           Kanon, espero que esteja disposto a voltar a ser um Cavaleiro de Atena –falou Saga fitando o irmão seriamente.

–           Atena… soube que ela nasceu –disse com um sorriso, Saga assentiu com a cabeça. Irmão… –falou gentilmente, mudando o tom de voz. Somos os guerreiros mais poderosos do Santuário, se eliminarmos Atena, este mundo estará sob nosso controle. Não achas? –falou num tom convidativo.

–           Como pode blasfemar assim! eu amo e sirvo à Atena! –disse Saga estranhando o homem a sua frente. Se você quiser ir contra ela, eu devo destruí-lo –falou com ferocidade.

–           Ah Saga –falou Kanon como um pesar. Estou te dando opções.

–           Opções? –retruco Saga. Você ficou louco? Eu nunca levantaria um dedo contra a Deusa Atena!

–           Se é esta a sua posição, eu te encontrarei amanhã à esta hora na planície de Albáfica, ao lado de Star Hill…

Kanon desapareceu no ar. Saga sabia o que o irmão queria dizer, deveriam lutar novamente. Entretanto, ele sabia que dessa vez a morte seria a melhor saída para Kanon.

Saga chegou à planície de Albáfica na hora indicada com sua Armadura já trajada e pronto para o combate. A Armadura de Ouro de Gêmeos cobria o corpo inteiro com riquíssimos detalhes em cada parte do traje. Ela possuía um elmo com uma face em cada lado. Historicamente, dizia-se que uma face era boa e a outra, a face má. Agora Saga refletia sobre a possibilidade de aquilo ser um presságio sobre ele e seu irmão. De repente lá aparece ele. Kanon vestia uma armadura cinzenta da qual saga nunca esquecera, era a armadura dos guerreiros-peixe que mataram seu pai. Hoje, Saga sabia que se tratava de uma escama do Deus dos mares, Poseidon.

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–           Como você pôde vestir essa armadura? –perguntou Saga injuriado, refutando a primeira indagação que lhe veio a mente.

–           Eu a busquei nos túmulos que o Santuário deu a eles junto ao mar –respondeu Kanon sem mostrar muito interesse. Por sorte, nós não causamos muito dano nela ou talvez elas tenham se regenerado após esse tempo todo.

–           Eles mataram nosso Pai! –Saga gritou furioso. Já se esqueceu disso Kanon!!!

–           Esquecer? –falou Kanon incrédulo, seus olhos cintilavam quase lacrimejando. Eu carreguei nosso Pai nas costas, não se esqueça disso! Fui eu quem primeiro pensou em se vingar! –Saga se assustou com a resposta, contudo devolveu no mesmo tom.

–           Mas isso não justifica o que você diz ou faz e eu não permitirei que meu irmão viva denegrindo a sua própria imagem e a de nossa família!

–           Você esta mais preocupado com a sua imagem, maninho –riu-se Kanon. O Cavaleiro perfeito, Santo aos olhos dos homens e Demoníaco aos olhos dos inimigos. Pensa que não sei o que fazes nas batalhas?

–           Não tem jeito! –lamentou-se Saga. Prepare-se!!

–           Primeiro acabarei com você, depois matarei o Grande Mestre e Atena!

Ambos partiram para cima com tudo. Duas auras douradas, uma com um cerne laranja e outro negro se chocaram em pleno ar. A força do choque fez a terra abaixo tremer e rachar. Saga lançou três milhões de socos em Kanon que defendeu ou se esquivou da maioria. Kanon se defendeu de um novo soco de Saga e o lançou de encontro a uma pequena montanha, a destruindo por completo.

–           Acho que se iniciará uma guerra de mil dias a menos que eu faça alguma coisa –pensou Kanon.

Saga queria dar um fim naquilo tanto quanto Kanon. A cada golpe ele sentia um pedaço de seu coração rachar, lutar contra o próprio irmão em uma situação dessas era demais para ele.

–           Kanon seu idiota, nós poderíamos ter sido guerreiros lendários, dois irmãos de poderes infinitos! Você estragou tudo! –desabafou Saga. Nós seríamos os maiores Cavaleiros do Zodíaco de todos os tempos! –disse quase para si mesmo. Você envergonha nosso Pai!

–           Não me venha falar de nosso Pai! –replica o gêmeo mau. Você o envergonha tanto quanto eu! Finge para todos que és santo, mas você e eu somos iguais! Nosso pai nos ensinou a sermos nós mesmos, e eu faço isso há anos. E você?

Saga ficou mudo, suas expressões ficaram leves. Ele estava chorando e relembrando a morte de seu Pai. Ele perdeu seu Pai, sua Mãe e agora tiraria a vida de seu único irmão, nada mais lhe restaria depois.

–           Não… ainda me restará Atena –disse consigo mesmo.

–           Vamos acabar logo com isso irmão! –falou Kanon se posicionando para o combate.

–           Tem razão, vou detê-lo de uma vez por todas –respondeu Saga conformado.

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Ambos elevaram seus cosmos até seus limites, Saga postou-se para enviar seu irmão para uma outra dimensão. Kanon estava com uma postura diferente. Uniu suas mão com os braços esticados acima da cabeça e então abriu formando um triângulo. “O que será isso”, Saga se perguntava.

–           Adeus, Kanon. Outra dimensão!!!

–           Morra, Saga. Triângulo Dourado!!!

Duas dimensões surgiram e se chocaram aniquilando-se no ar, com uma liberação de energia gigantesca, destruindo tudo ao redor, com um misto de sucção e repulsão culminando em uma explosão de táquions. A planície se tornou uma escavação enorme, os Gêmeos foram lançados à altíssima velocidade em direções opostas.

–           Mas, o que foi isso –disse Saga levantando-se com um pouco de dificuldade. Onde está  Kanon.

Sua armadura estava intacta, seu elmo estava a metros de distancia  arrancado pela onda de choque. Tinha vários ferimentos, mas nada serio. Ele se levantou e tentou sentir a presença de seu irmão. Estava a sua frente a uns quatro quilômetros. “Uma caminhada rápida”, num instante ele estava lá. Viu Kanon se levantando e olhando para ele. Seu irmão estava bem pior, a escama estava toda rachada, a ombreira direita estava despedaçada e ombro exposto sangrava devagar. Muitos cortes na face e sua boca sangrava.

–           O que foi aquilo, Kanon?

–           O meu segredinho… –Kanon gargalhou, mas engasgou com o sangue. É um golpe parecido com a outra dimensão, chamado Triângulo Dourado. Depois de tantos anos no Triângulo das Bermudas, encontrei uma forma de mandar meus inimigos para esse lugar. Mas o principal é que ao se chocar com a Outra Dimensão, elas se aniquilam violentamente.

–           É bem verdade que se duas outras dimensões se chocarem, o desfecho seria trágica para ambos, a implosão nos tragaria para a destruição de dois micro-universos. Mas você preferiu usar esse…

–           Triângulo Dourado é capaz de anular o seu ataque e explode como um…

–           Big Bang –disse Saga fitando furiosamente seu gêmeo. Idiota, agora será o seu fim.

Saga soca o ar, Kanon havia saltado para muito longe.

–           Ainda me resta cosmo para o meu melhor golpe –diz Kanon.

Kanon eleva o seu cosmo e se posta para a explosão galáctica, Saga o imita. Céu e terra tremem novamente, os cosmo dos dois eram muito grandes. Saga sabia que poderia morrer agora, Todavia sabia também que por Atena, ele fez seu cosmo crescer mais do que Kanon nos últimos 5 anos, ficando em um nível muito superior a ele e sua Armadura de Ouro lhe conferia proteção infinita. A vitória estava certa, com ou sem sua morte.

–           Explosão Galáctica!!! –brandiram ambos ao mesmo tempo lançando duas esferas de energia que se chocaram em pleno ar.

No próximo capítulo: Teremos a conclusão desta fantástica batalha entre Saga e Kanon, sendo o último desta mini-série.

Capítulo IV: O Senhor da Guerra.

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