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Cavaleiros do Zodíaco Gemini: Cap 4 – O Senhor da Guerra

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Luz e Trevas se chocam em uma batalha de vida e morte. Entretanto , será tão fácil saber o que é luz ou trevas? Seremos nós seres que apenas possuem um destes atributos? Estamos presos aos desígnios do destino ou podemos escolher que rumos teremos em nossa vida? Essas questões movem o mundo e ao longo destes quatro capítulos eu mostrei que o ser humano é mais do que os Deuses previram, somos mais do que apenas marionetes nas mão dos destino. Quando o amor por algo é muito intenso, nossa energia (chame de cosmo, ki, reiki, chacra ou qualquer coisa que prefira) é capaz de romper com as cordas que nos controla. Por aqueles que amamos, podemos realizar qualquer milagre

Leiam Capítulo I, Capítulo II e capítulo III.

ATUALIZAÇÃO: Agradeço ao Ocioso por ter postado os três primeiros capítulos desta aventura, sei que assim como eu e vocês, eles são grandes fãs de Os Cavaleiros do Zodíaco!

Foi uma honra escrever esses capítulos. Espero que tenham sido leituras agradáveis.

Por: Dr. M. Barreto

Capítulo IV: O Senhor da Guerra

–           Aonde eu estou? –perguntou-se Saga. Aqui é tão… tranqüilo. Não sinto nada, nada além de… Paz. Sem dor, sem medo, sem pecados, apenas o descanso do final da jornada de um guerreiro.

A explosão provocada pelos cosmos dos Gêmeos liberou a energia equivalente a 5000 megatons. Apenas Star Hill, que é protegido pelos Deuses Olímpicos continuava de pé. Todo o resto num raio de 8,5Km foi aniquilado, mesmo com o cosmo de Atena protegendo a região. No cerne da grande esfera de energia que surgira horas antes, duas figuras foram avistadas e desapareceram do local à velocidade da luz pela força da compressão das Supernovas.

Saga desperta. Ele estava deitado no que parecia ser uma floresta tropical. “aonde eu fui parar?”, ele se pergunta. Não havia um ponto do corpo que não doesse. Ao levantar, percebeu muitas rachaduras em sua Armadura Dourada. Ele nunca havia visto uma Armadura de Ouro rachar desse jeito, os golpes tiveram uma potência sem igual. Provara para si mesmo e para seu irmão que aqueles 5 anos como cavaleiro de ouro o ajudaram a crescer mais do que qualquer sonho de Kanon.

–           Sou tão forte quanto um Deus! –Saga balançou a cabeça, incrédulo com o que acabara de dizer. Acho que bati a cabeça com muita força –pensou. Bem vejamos, ainda tenho que encontrar o corpo de Kanon.

Ele partiu em linha reta a alta velocidade em direção a um cogumelo de fumaça que se desmanchava a sua frente. Uma grande cratera abria-se no seu campo visual.

Lembrou-se de que no instante que as explosões galácticas se encontraram pareciam ter o mesmo nível, porém a de Saga empurrou a de Kanon de volta ao dono, mostrando quem era o mais poderoso. Seu oponente deveria estar ali em algum lugar caído, morto, destroçado tanto em corpo quanto em alma.

Levou poucos minutos para achar Kanon. Com certeza a Armadura de Ouro de Gêmeos fez toda a diferença, pois Kanon estava em frangalhos. A escama que usava  foi pulverizada junto com a planície de Albáfica, quase sem roupas, seu corpo estava ensangüentado, queimaduras vermelhas mostravam o efeito do poder do cosmo sobre o corpo humano nu. Kanon ao se movia. Saga foi acometido por uma terrível verdade. Ele matara a única família que lhe restara.

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Agachou e examinou o corpo e viu que ainda restava um sopro de vida. Saga descobrira há muito tempo com Daidaros que um cavaleiro que teve o coração parado por um outro cavaleiro, poderia retornar a vida se o mesmo golpe fosse dado do outro lado.

–         O mundo estará melhor sem ele… –disse Saga sem conseguir se convencer

Ele o tomou nos braços e lhe entregou a Armadura de Ouro de Gêmeos e deu um grande salto para trás. Reuniu todo o cosmo que ainda possuía.

– Eu preciso da mesma energia que atingiu Kanon –Falou quase como um mantra. Mesmo que eu pereça, devo dar vida ao meu irmão!! Atena, me dê forças! Volte Kanon, Explosão Galáctica!

Uma enorme explosão fez o corpo subir e cair novamente. O coração de Kanon voltou a bater e seu irmão se sentiu muito aliviado, porém estava exaurido. Sabia que ele não poderia ficar solto. De repente, teve um pressentimento de que fez a escolha errado ao revivê-lo. Saga queria matá-lo novamente, todavia havia algo que o fazia se deter. Sentindo que seu desejo de vingança fora superado por algo superior ele decidiu levar o irmão para a prisão do cabo Sunion.

–           Bem, “errar é humano, perdoar é divino”, assim como eu! –Saga respirou fundo e olhou a sua volta. Por Atena! Por que eu estou dizendo essas coisas?

Saga ergueu Kanon e partiu em direção à costa do Santuário. A prisão do cabo Sunion era terrível, feita sob ordem de Atena em Guerras Santas anteriores, ela servia de julgamento para criminosos de guerra, amigos ou inimigos. Se fossem julgados culpados, o mar cobria-lhes e em instantes morriam, mas se julgados inocentes Atena ou o Grande Mestre deveria julga-lo arrependido ou não: se não a morte seria certa, mas se sim poderiam ser reincorporados a seus exércitos. A prisão era simples, uma caverna na encosta fechada com grades. Porém o cosmo de Atena estava sempre presente o que não permitia que nem mesmo o guerreiro mais poderoso pudesse escapar de lá sem a intervenção de um Deus.

–           Kanon! –disse Saga, alto, firme e forte fazendo com que seu irmão, já preso, despertasse.

–           Saga seu idiota por que você me prendeu aqui? Tire-me daqui agora! –respondeu Kanon enfraquecido se levantando.

–           Por que eu faria isso? –disse saga com um risinho cínico. Teria me matado sem piedade, eu por outro lado poupei sua vida e espero que você mude de lado e volte a ser um Cavaleiro do Zodíaco. Assim age um Deus!

–           Deus? –disse Kanon baixinho. Você não percebe? Já está igual a mim! Nós seríamos grandes juntos, seríamos invencíveis –falou o mais alto que sua  fraca voz podia. Deixe-me sair daqui e conquistaremos o Santuário e depois o mundo inteiro.

–           Não preciso de você para ser invencível, eu já o sou sozinho! Sou muito mais forte que você! E conquistarei o Santuário sozinho, serei o próximo Grande Mestre e o mundo será meu! –disse isso dando uma característica risada diabólica e indo embora devagar.

–           Ouça o que eu digo Saga você é como eu! Hoje eu consegui o que eu queria, despertei o demônio que havia em você! –Kanon deu a mesma risada diabólica que seu irmão, mas Saga já havia partido e não a escutara.

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Mais tarde Saga e Aioros se encontraram com o Grande Mestre, e este nomeou Aioros seu sucessor. Saga tentou replicar, entretanto o Grande Mestre era irredutível em suas escolhas e não foi diferente agora. O Cavaleiro de Gêmeos saiu do Salão Papal esbravejando louco de uma fúria incontrolável. Neste mesmo dia, de madrugada, Saga tentava se acalmar olhando o mar, sentindo os ventos marinhos baterem no seu rosto.

–           Ei você!

Alguém disse isso , mas Saga não achou a origem nem conseguiu distinguir a voz.

–           Quem está ai? –disse Saga, mas não houve resposta.

–           Ei você, cavaleiro patético!

Saga ouviu dessa vez, era a sua própria voz. “Será Kanon” pensou. Mas como poderia se Kanon ainda estava preso no Cabo Sunion. De repente Saga começa a se contorcer de dor e sua visão ficou escura. De repente, ele acordou e tudo estava imerso em escuridão, com apenas uma forma se distinguindo a sua frente: ele mesmo.

–           Quem é você e onde estamos? –perguntou Saga firme.

–           Eu sou você mesmo… – disse o “outro Saga” calmamente. E aqui é a sua mente!

–           O que? –perguntou Saga olhando em volta.

–           Bem, eu não sou exatamente você, você poderia me chamar de Kanon –disse o segundo Saga com um risinho sarcástico.

–           Kanon? –disse Saga sem entender nada.

–           Sim, pois é nele que você deposita a culpa por tudo de mal que tu pensas e fazes.. –ele desfila de um lado para o outro desdenhando do real Saga –não é mesmo? –ele parou e fitou fixamente Saga, este desviou o olhar. Mas poderia me chamar de Face má de Gêmeos, demônio interno, Id.

–           Então você é o meu lado negro se revelando? –Saga elevou seu cosmo fazendo a escuridão em torno de si desaparecer. Então eu devo expurgá-lo de mim, assim serei bom por completo!

–           Mas como vai fazer isso? Toda a sua energia de bom samaritano foi gasta para derrotar seu irmão! – Eu, por outro lado, me alimentei do cosmo corrompido que você emanava a cada dia. Kanon e você deveriam ser iguais em tudo, até mesmo na maldade, mas você sempre quis ir na direção oposta –disse lançando um olhar malicioso. Agora sinta a força do cosmo daquele que será conhecido como o Rei do mundo!

–           Jamais deixarei que uma coisa dessas…–brandiu Saga alto parando abruptamente.

Algo estranho acontecia com Id, seus cabelos tornaram-se prateados, sua íris negra destoava da esclerótica rubra, seu rosto expressava ódio e loucura, seu cosmo era tão negro que se distinguia do resto da escuridão. A encarnação da guerra estava pronta. Fazendo com que a escuridão virasse o espaço sideral, lançou a Explosão Galáctica em Saga e este não teve forças para detê-la, caindo semi-morto, apenas balbuciando:

–           Poupe Atena –e desmaiou.

Em Star Hill, Ares meditava pedindo aos deuses que a escolha de seu irmão por Aioros fosse o melhor para o Santuário e o mundo. Estava ajoelhado de frente para o altar e de costas para a entrada principal. De repente, a porta se abre com violência.

–           Quem és tu que ousas entrar neste solo santo! –disse Ares de Altar firmemente, enquanto levantava.

–           Eu sou aquele que tomará o teu lugar e o de teu irmão –disse Saga, encapuzado, baixinho.

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Ele ergueu um dedo e disparou um raio de luz em Ares. As roupas do sacerdote voaram e seu corpo embora aparentemente ileso já havia recebido o golpe fatal.

–           Desculpe-me, Senhor… –disse Saga deixando seus olhos reluzirem com as lágrimas.

Saga veste as roupas de Ares e sobe aos aposentos de Atena. Sob a Estátua da Deusa, ele encontra a arma definitiva deste mundo, um achado de uma Guerra Santa anterior: A Adaga Dourada. A única arma capaz de oferecer a qualquer humano sobre a Terra a chance de eliminar um Deus.

– Atena, minha doce e querida Atena… –começou a falar Saga enquanto entrava no quarto do bebê Atena. Sou um dos muitos homens que juraram protegê-la e espero que saiba que nunca gostaria de machucar a ti, Senhora. Tentei durante anos manter minha maldição enterrada, mas ela se libertou. Atena, eu te amo com todo o meu coração –em frente ao berço, ele empunha a Adaga e desfere o golpe.

Minutos antes…

–         Aioros… Vá ao quarto de Atena.

–         Quem está ai? –perguntou o jovem cavaleiro para o ar.

Garan e o pequeno Aioria estavam jantando na Casa de Sagitário quando Aioros se levantou assustado.

–         O que foi mano? –Aioria disse preocupado.

–         Alguém está falando com o meu cosmo e acho que sei quem é… –Falou Aioros enigmático. Garan, cuide de Aioria.

–         Sim senhor –disse genilmente o enorme guerreiro caolho.

–         Minha armadura está na sala do Grande Mestre, mas tenho que ir direto para o quarto de minha senhora –Aioros pensou.

Depois disto, a história já é muito conhecida nas entrelinhas dos pergaminhos do Santuário. O ataque de Saga é interceptado por Aioros que consegue fugir carregando Atena em seus braços, entretanto não antes que a face má de Saga o acertasse com um golpe a queima roupa. Saga, vestido como Ares, deu o alerta de que deviam capturar Aioros pelo crime de tentar matar Atena. Quando ficou sozinho novamente ele rezou por seu antigo companheiro.

–           Fuja Aioros, corra com toda a sua velocidade e esconda Atena…

–           Ele não vai conseguir, todos já estão a sua procura! –riu a face má de Saga.

–           Haverá um dia, em que aparecerão Cavaleiros do Zodíaco que serão meus sucessores. Eles protegerão Atena e eliminarão o mau do Santuário –disse a face boa com esperança. E nesse dia, Aioros voltará e vai lhe mostrar o porquê dele ter sido escolhido como sucessor do Grande Mestre.

Cavaleiros de bronze, prata e ouro buscam por Sagitário. Cinco constelações brilharam forte no céu, uma outra se nubla. Um homem dividido em dois chora e gargalha ao mesmo tempo. Um homem preso deve a sua vida à um bebê, e apenas saberá disso anos depois. Almas atormentadas. Almas amaldiçoadas. Todavia, à seu tempo, o bebê Atena salvará a ambos. Saga e Kanon sempre serão Cavaleiros de Atena.

Fim.

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