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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap8 pt4

Capítulo VIII: Dois cavalheiros se aproximam…

Ao trazer Onil para areia, Mauricio o chamou, não obtendo resposta. Então, ele pôs o ouvido na direção de sua boca, e assim, sentiu e ouviu sua respiração e visualizou a movimentação do tórax. Apóis isso, ele colou o dedo em sua Artéria Carótida esquerda e viu que ainda tinha pulso. Chamou-o alto novamente e o chacoalhou. Onil abriu os olhos. Mauricio soltou um “graças a Deus” e caiu de lado.

Estavam encharcados e congelando. Mauricio mal podia sentir suas mãos e pés e estava enxergando embaçado. Sentiu neve respingar-lhe de lado e de repente estava sendo erguido. Onil o levantara e dizia algo que ele não conseguia compreender.

– Acorda! Temos que ir cara! –Onil gritava com uma voz rouca.

O jovem médico despertou e então, se endireitou e junto do amigo correu em direção à fortaleza.

 

No torre de vigilância da fortaleza, os analistas avistaram, pelos monitores, duas pessoas vindo em sua direção. Eles mandaram uma mensagem ao celular de Dario.

“Dois cavalheiros se aproximam através do caminho congelado”. Segundos depois houve a resposta. “Deixe-os entrar”.

Os analistas ficaram estupefatos, entretanto acataram a ordem e abriram as portas.

 

Dario estava sentado ao lado de Will e Adriana em um carrinho motorizado que os levava por uma área de depósito. Dario bebia vinho, o qual os amigos recusaram, e digitava algo no celular. Quando terminou levantou a cabeça e olhou para ambos.

– O que irei mostrar a vocês é algo que poucos conhecem –Dario falou em tom de discurso. Quando assumi esta base como meu projeto, desenvolvi algumas… armas especiais –bebeu um pouco do vinho e continuou. Armas que deveria ser usadas por mim e meus amigos, para moldarmos o mundo a nosso bel prazer. E estes amigos, eram vocês, meus fiéis moderadores da DBOF.

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Willian e Swan se entreolharam.

– Lá estão as nossas –O político apontou com a mão direita que também segurava o copo.

Dois exoesqueletos semelhantes aos de Pedro e Thiago, estavam na frente de uma galeria. Um era lilás e possuía formas femininas, possuindo uma grande arma em forma de caneta. A outra era azul marinho, segurava uma guitarra e parecia possuir longos cabelos. Com o movimento do carrinho, perceberam que havia mais uma atrás. Era branca, muito maior que as outras e parecia ter diversas armas espalhadas por toda a armadura.

– Acho que já devem saber qual é de quem –Dario sorriu esvaziando o copo com um longo gole. Apesar daquela armadura ser a minha, ainda há um último projeto em fase beta. A armadura Optimus Supremus é minha meta. Ela é aquela ali –Dario indicou com a cabeça.

Willian arregalou os olhos. Era gigantesca. Devia ter uns 8 metros de altura, um metal negro e vermelho cobria-a e a tornava imponente. Não parecia ter uma arma especial acoplada, entretanto com tudo aquilo, Will pensava se realmente precisaria de armas. Havia em seu tórax aberto um módulo azul celeste menor, provavelmente a cabine do piloto.

– E como elas funcionam? –Willian entusiasmou-se.

– Fácil, funcionam intuitivamente. É só se mover e dizer a ela o que fazer, e ela fará perfeitamente –Dario falou saltando do carrinho ainda em movimento. Eu quero já testar a Supremus, mal posso esperar.

– Senhor, ainda não calibramos todas as funcionalidades – O engenheiro lhe disse correndo em sua direção. Não sabemos se é segura. Diferente das outras esta requer um esforço mental sobre-humano. Ainda temos que aperfeiçoar isso ou só um gênio poderia usar…

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– Chega! –Dario mostrava uma face com sede de poder. Agora está na hora de ver o que essa beleza pode fazer. Eu irei matar aquele medicuzinho com minhas próprias mãos. Se é preciso um gênio para pilotar, aqui estou eu!

– Mauricio está vivo? –Swan perguntou aliviada.

– Não por muito tempo, se ele conseguir usar esta coisa, Mauricio irá morrer com certeza –Willian sussurrou para ela.

Ele subiu por uma escada que o levou diretamente ao módulo azul. O tórax da armadura se fechou e então seus olhos piscaram vermelhos como fogo.

Dario estava se esforçando ao máximo. A armadura enviava muito mais dados para se cérebro do que ele poderia suportar. Chegara ao seu limite e ela ainda nem ao menos começara a se mover. Seu nariz começou a sangrar e ele já estava a ponto de perder a consciência quando apertou o botão de ejetar e o módulo azul celeste saiu e, então, ele pôde se recuperar da torrente cerebral.

– Você está bem Dario? –Will perguntou preocupado.

– Estou sim, amigo –Dario falou se levantando e saindo da armadura. Está é a única que não possui reconhecimento biométrico, qualquer um poderia utilizá-la, no entanto é a única que precisa de um intelecto gigantesco para controlá-la.Tenho certeza que foi o vinho que me atrapalhou.

Will o viu beber apenas um copo, o que provavelmente não teria diminuído tanto sua capacidade cognitiva. Dario nunca admitiria não ter intelecto suficiente para pilotar a Optimus Supremus.

Continua…