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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap 11 pt1

Crônicas Ocultas do Clã DBOF capítulo 11

Por: M. Barreto

Leia a primeira parte do Capítulo I aqui. O capítulo anterior, 10.3, pode ser lido aqui.

Capítulo XI: Homem de Ferro

Brancas em Xeque.

Cavalo e Rainha preta cercam a Rainha branca, defendendo o outro cavalo.  Torres defendem o Rei preto com a ajuda de peões. Bispo preto está dando xeque e seu próximo movimento será crucial para vitória ou derrota do jogador. Cavalo branco salta e em seu próximo movimento também irá por o Rei preto em Xeque.

As peças se movem de um modo imprevisível agora. Não há mais destino além daquele que os guerreiros da DBOF podem escrever. O Rei preto, a população mundial, depende destes audaciosos jovens para sobreviver.

– Agora que reiniciamos o jogo no último Check Point. Só resta uma vida para acabar com o chefe do jogo, antes que soe o Game Over  –Mauricio falou enquanto mexia as mãos como se estivesse jogando videogame.

Ele estava andando por um corredor com altas paredes e não sabia onde ele o levaria. Tudo o que ele queria era encontrar Willian com vida e talvez sua armadura azul. Chegou a uma divisão, direita e esquerda, sendo as paredes mais baixas, dando para um nível superior. Ouvia passos a sua frente, mas antes que pudesse ver, estava recebendo tiros de sua esquerda e se jogou de volta no corredor. Tão rapidamente quanto começaram, os tiros cessaram.

– Hey Doc, cadê você? –Era a voz de Denis.

– Grande D!! – Mauricio olhava incrédulo para o amigo. Eu mandei você levar o pessoal pra fora daqui, seu idiota! –Denis estava no nível superior e Mauricio tentou alcançá-lo. Mas como é bom te ver, amigo!

Denis o ajudou a subir, enquanto respondia.

– Não podia deixar meu Brow ficar com toda a diversão sozinho –Denis lhe deu abraço.

Mauricio olhou para o soldado desmaiado.

– É muito bom ter um amigo marombado nessas horas –Mauricio disse e ambos riram. Precisamos encontrar Will, mas eu estou completamente perdido aqui.

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– Por aqui vai dar no hangar, onde deixei Karol e os outros – Denis respondeu. Mas demora muito pra chegar lá.

Os dois ficam pensativos e desolados por algum tempo. Mauricio olha para Denis e se lembra que eles seriam os únicos que teriam vida garantida se ele aceitasse o destino imposto por Gamma. De repente, Denis estala os dedos e se vira para o companheiro.

– Eu ouvi várias explosões daquele lado –ele aponta para a direita. Talvez se seguirmos…

– Vamos dar de cara com Will e Dario –Mauricio pões a mão no ombro de Denis e diz. Ótimo, vamos lá. Vou te contar umas coisas no caminho.

Pedro havia acabado de chegar perto de Thiago, que estava com a armadura totalmente despedaçada e muito ensangüentado, quando as comportas da base se abriram e fileiras de mísseis começaram a ser posicionados na rampa de lançamento. Pedro olhou incrédulo para os gigantes mísseis, ele não podia acreditar que tinham falhado.

– Tem como desarmar manualmente –Pedro se lembrou.

Ele havia lido algo nos esquemas impressos de Mauricio sobre desarmar manualmente cada ogiva, sem explodi-las, todavia esta não era uma opção viável até agora. Os papeis estavam com Thiago.

– Ei amigo, acorda! –Pedro sacudia Thiago enquanto procurava em seus bolsos. Achei. Ahn vamos ver… destruir essa portinha do meio e…

Ele se virou para os mísseis e começou a mirar em cada uma das reentrâncias das quais o esquema falava. Atirou e acertou todos. No entanto um único míssil isolado no outro lado da base não pode ser atingido, pois estava encoberto pelos outros e foi disparado intacto.

Havia vários mísseis levantando vôo naquela noite e apenas um era funcional. Estava fora do alcance de sua mira e ele não conseguiria mais voar à aquela velocidade.

– Meu Deus –Pedro disse.

– Pedro, o que está acontecendo? –Leandro perguntou ao rádio

– Eu falhei… –Pedro respondeu abaixando o braço da arma e a cabeça.

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Vitor e Leandro se entreolharam aflitos.

– Pedro!!! – Uma voz irrompeu no comunicador do paulista. Pedro!!! Como se desliga essa coisa!!!

– Renan? –Pedro reconheceu. Onde você está, seu mané?

– Dentro do míssil!! Eu achei que podia desarmar isso aqui sem explodir, mas eu não sei o que fazer! – Renan respondeu.

– O que? – responderam os três ao mesmo tempo.

Renan estava espremido por entre cabos e fios no que parecia ser o refrigerador do reator. Havia muita barulheira e tudo tremia muito.

Do tanque, ambos os rapazes não sabiam se ficavam felizes ou surpresos com a noticia que conseguiam ouvir a linha direta de Renan e Pedro.

– Diz o que eu tenho que fazer! –Renan pediu.

– Se fizer isso, vai morrer –Pedro afirmou.

– Eu sei, mas já estou aqui e tudo o que posso fazer é ajudar vocês dessa forma.

Pedro abaixou novamente a cabeça, olhou os esquemas e disse.

– Desconecte todos os fios pretos que estiverem ai dentro!

Havia vários fios de muitas cores, a iluminação era precária, contudo era suficiente. Renan obedeceu e arrancou todos os fios pretos que estavam lá. Ao arrancar um deles, o reator parou de funcionar e o barulho que ouvia parou.

– Funcionou –Renan falou baixinho.

O míssil mudou de curso e começou uma queda livre. Estava indo em direção ao mar agora. Dos fios saíam faíscas que começaram a incinerar o projétil por dentro, quando caiu no mar, ouve um instante de silencio e então o míssil deu uma pequena explosão. O reator continuava intacto e foi em direção ao fundo do oceano.

Instantes antes, Vitor, Pedro e Leandro ouviram ao rádio um “Adeus, amigos”.

– Bah seu idiota, por quê tu tinhas que bancar o herói tchê? –Vitor perguntou caindo no assento do tanque.

Willian e Adriana estavam levando uma grande surra de Dario. Sua armadura estava muito mais forte do que antes. Os tiros da dupla, praticamente, não penetravam mais na couraça de seu exoesqueleto. Dario se divertia com a situação.

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– Agora que meus leais servos me traíram, eu devo castigá-los com uma dor indescritível e a morte no final –Gargalhava ao falar.

A barra de energia da arma de plasma encheu e Dario estava preparado para acabar com os guerreiros nesse instante.

– Agora que meu melhor tiro está pronto, vocês irão morrer!

– Bah, não tenho medo da morte –Will disse firme.

– Então você será o primeiro a morrer! –Dario apontou a arma para ele. Adeus, Willian core de leão.

Will se pôs em posição de luta, com guitarra em punhos e avançou. O político atirou com a arma de plasma e para sua surpresa, Adriana se postou na frente de Will. Protegido do ataque, Will salta por cima de Dário, saca uma espada do cabo da guitarra e a crava fundo no peito do inimigo. Ela transpassou a armadura e atingiu a pele de Dario, rasgou a musculatura e foi anteparada pelos ossos. A armadura conseguiu prender antes que atingisse o coração. Willian forçava a espada em direção ao precórdio do político, entretanto a espada não se mexia. Este levantou a metralhadora do braço e alvejou o gaúcho, que foi lançado longe.

Swan estava a sua frente, com a armadura despedaçada, mas ainda viva. Ela se esgueirava para fora dela, arranhando-se no metal retorcido. Willian não estava tão bem também, após tantos traumas seu exoesqueleto  já não estava em tão boas condições de luta.

– Uma rasteja e o outro está encurralado em um canto, são ratos que não merecem misericórdia –Dario falou apontando ambas as metralhadoras dos pulsos para a dupla.

Lucy está observando os monitores incrédula de todos os mísseis terem sido destruídos. De repente, ela sorri ao ver Karol e Danton isolados a um canto. Ela cutuca o soldado que operava os monitores.

– Peça que dois soldados me acompanhem,vou matar essa vadia com minhas próprias mãos –Lucy diz com prazer.

Continua…

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Como diria Yoda: com a palavra você está